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Novo estudo tem potencial para mudar forma como se trata câncer de mama
A publicação de um estudo na conceituada revista científica Journal of the American Medical Association (JAMA) em 09 de fevereiro deste ano, questiona a validade de um paradigma no tratamento do câncer de mama que já dura algumas décadas. O dogma que prega a retirada dos gânglios das axilas quando o tumor houver se espalhado para esses gânglios passa agora a ser questionado. Mas para contextualizar esta nova informação que agora surge, temos de olhar para o que vem ocorrendo ao longo das últimas décadas em relação ao tratamento do câncer de mama. Inicialmente, o tratamento cirúrgico era a única...
Cirurgia reduz risco de câncer de mama
O câncer de mama é a quinta causa de morte por câncer no mundo e o segundo tipo mais frequente, pois aproximadamente 7% das mulheres devem desenvolver a doença durante a vida. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 milhão de novos casos da doença são diagnosticados anualmente e a incidência está aumentando em países europeus, afetando uma a cada 16 mulheres. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimaram que, em 2008, o número de novos casos no Brasil atingiriam 49.400. Desse total, entre 10% e 15% são hereditários. “Quando a mãe ou a...
Reconstrução mamária
A cirurgia da mama, seja ela uma setorectomia, seja ela uma mastectomia, causa uma alteração significativa na mama, que na grande maioria dos casos pode e deve ser amenizada. A alteração da anatomia da mama tem implicações não só estéticas, mas psicológicas e funcionais óbvias. Neste contexto, exceto em casos em que a setorectomia é muito pequena em relação ao tamanho da mama, ou em casos em que a mulher manifesta não querer proceder com reconstrução mamária, se faz necessária uma intervenção cirúrgica plástica. Este componente estético da cirurgia nunca deve comprometer o componente oncológico da cirurgia. De fato, frequentemente o profissional...
Onde devo me tratar
Uma pergunta que deve ser respondida antes de proceder com qualquer tratamento é: onde devo me tratar. O tratamento do câncer deve ser conduzido por profissionais e em centros com capacitação adequada. Um clínico geral não tem competência para prescrever quimioterápicos. Um cirurgião geral sem o devido treinamento também não tem habilidade para operar um caso de câncer de maneira adequada. Se a cirurgia for realizada em um hospital público (SUS), a paciente deve se informar quem é o médico responsável pelo seu caso. Não é aceitável que não haja um médico responsável, mesmo em se tratando de um hospital escola,...
Quimioterapia
Introdução e contexto da Quimioterapia Existe, nos dias de hoje, um grande leque de opções de tratamento para o câncer de mama. Para cada tipo e estadio da doença (extensão da doença), são várias as opções. Esta variedade de modalidades de tratamento pode parecer confusa ao paciente, mas segue regras bastante claras que norteiam o tratamento de cada paciente. O princípio da terapia curativa do câncer de mama é a cirurgia. Embora a cirurgia não necessariamente tenha de ser o primeiro tratamento, sempre que houver intenção de cura, a cirurgia deve fazer parte do tratamento. Em determinadas situações, dependendo do...
Diagnóstico do câncer de mama
O diagnóstico de câncer de mama somente pode ser estabelecido mediante uma biópsia de área suspeita que seja analisada por um patologista e laudada como sendo um câncer. A realização desta biópsia, no entanto, somente ocorre em face de alguma alteração suspeita (seja no exame físico, seja na mamografia). Quando a paciente ou o médico encontram alterações ao exame físico, são solicitados exames adicionais como mamografia (um raio X das mamas) e/ou um ultrassom das mamas. Além disso, mulheres sem alterações ao exame das mamas podem ter alterações detectadas na mamografia de rotina, que deve ser realizada em todas as mulheres...
Terapia anti-Her-2
Terapia anti-Her2 (Trastuzumabe, Lapatinibe, Pertuzumabe e T-DM1) é utilizada em todas as pacientes cujos tumores são maiores que meio centímetro e que tenham um aumento na chamada expressão de Her-2 (aumento da proteína na superfície da célula ou aumento na quantidade do gene Her-2 no núcleo das células). A hiperexpressão de Her-2 é observada em aproximadamente 20% das pacientes com câncer de mama. Embora estes tumores sejam mais agressivos, estas pacientes se beneficiam da existência de um alvo terapêutico e da disponibilidade de uma terapia-alvo. Para estas pacientes, a terapia anti-Her-2 é obrigatória, seja na adjuvância (tratamento pós-operatório para tentar...
Radioterapia
Introdução e contexto da radioterapia Existe, nos dias de hoje, um grande leque de opções de tratamento para o câncer de mama. Para cada tipo e estadio da doença (extensão da doença), são várias as opções. Esta variedade de modalidades de tratamento pode parecer confusa ao paciente, mas segue regras bastante claras, que norteiam o tratamento de cada paciente. O princípio da terapia curativa do câncer de mama é a cirurgia. Embora a cirurgia não necessariamente tenha de ser o primeiro tratamento, sempre que há intenção curativa, a cirurgia deve fazer parte do tratamento. Em determinadas situações, dependendo do estadiamento da...
Determinação do prognóstico do câncer de mama
Fazem parte da determinação prognóstica do câncer a avaliação da extensão da doença (denominada de estadiamento) assim como a caracterização adicional da presença ou ausência de determinadas proteínas (testadas pela técnica denominada imunohistoquímica) ou a presença exacerbada de determinados genes. Além disso, a doença tem de ser necessariamente colocada no contexto da idade e comorbidades da paciente, seu suporte familiar e estrutura de apoio. Estadiamento (avaliação da extensão da doença) A extensão do câncer de mama tem de ser avaliada em todos os casos, pois ajuda a determinar a melhor estratégia de tratamento. O estadiamento leva em consideração o tamanho do tumor na...
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