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Grandes novidades no tratamento do câncer de mama nos próximos anos

O avanço da ciência faz com que verdades sobre o tratamento em uma época deixem de ser verdades, e novas verdades melhores,e também temporárias, surjam para ajudar aos pacientes com câncer.

No tratamento do câncer de mama, estão ocorrendo algumas mudanças, que se tornarão, muito provavelmente, padrões de tratamento em futuro próximo:

  1. A necessidade obrigatória de esvaziamento axilar (retirada de todos os linfonodos da axila) quando a pesquisa do linfonodo sentinela resulta comprometido por doença está deixando de ser obrigatória, em casos selecionados. Assim, mulheres cujos tumores sejam pequenos e que apresentem expressão de receptores hormonais, e nas quais não haja linfonodos anormais palpáveis antes da cirurgia, podem conversar com seus médicos sobre a necessidade de se esvaziar a axila no caso de o linfonodo sentinela resultar minimamente comprometido.
  2. Tumores que não mais respondem à hormonioterapia estão começando a ser resensibilizados à manipulação hormonal através da adição ao tratamento de um inibidor de mTOR, Everolimus. Assim, associando esta nova medicação (oral) a uma segunda linha de hormonioterapia aumenta de maneira extraordinária o tempo que a doença leva para progredir novamente. Embora esta medicação ainda não tenha sido aprovada em 2012 para o câncer de mama no Brasil, ela está disponível para o tratamento de câncer renal, estando portanto disponível no mercado.
  3. Um novo anticorpo anti Her2, denominado de Pertuzumabe, vem sendo associado em estudos ao Trastuzumabe. Esta associação se mostra mais eficaz que cada um dos anticorpos isoladamente, e quando somados a um quimioterápico, têm eficácia muito importante na redução do tamanho e até na habilidade de promover o total desaparecimento de um câncer de mama. Assim, após o tratamento da combinação de Pertuzumabe com Trastuzumabe e com quimioterapia, muitas mulheres que acabam sendo operadas já não apresentam nenhum resíduo da doença na mama operada.

Embora estes avanços não estejam disponíveis ou sejam extraordináriamente caros, eles permitem antever um futuro ainda mais promissor no tratamento desta doença que ainda é o câncer que mais mata em nosso meio.

Saiba mais

Sou oncologista clínico, trabalho no Brasil desde 2004, e ao longo de vários anos tratando de pacientes com câncer de mama notei a carência de uma fonte simples e direta que foque apenas neste tipo de câncer, e que explique à paciente o que é a doença, como se diagnostica e como se trata. Mais informações: www.rafaelkaliks.com e Google Plus

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